Nos últimos dias, publiquei, em parceria
com minhas orientadoras e alguns colegas, um livro e dois artigos científicos
sobre violência sexual contra meninos. Aliadas aos trabalhos de Kristensen
(1996)1, Almeida, Penso e Costa (2009)2 e Hohendorff,
Habigzang e Koller (2012)3 essas publicações são as únicas
referências sobre violência sexual contra meninos em nosso país. Aos poucos,
estamos incrementando a produção nacional sobre esse assunto e, dessa forma, objetivamos
fomentar o debate científico e social sobre a violência sexual contra meninos.
O objetivo desse livro é compartilhar
informações sobre um tema pouco discutido em nosso país, seja cientificamente
ou socialmente – a violência sexual contra meninos. O livro contem seis
capítulos nos quais a definição, os dados epidemiológicos, as características
da violência sexual contra meninos (capítulo 1), o percurso histórico da
violência sexual contra crianças e adolescentes e a atenção aos casos contra
meninos (capítulo 2), a dinâmica da violência sexual contra crianças e
adolescentes e sua aplicação para casos contra meninos (capítulo 3), as
consequências da violência sexual para meninos e homens vítimas (capítulo 4),
as redes de proteção e de atendimento e atuação profissional nos casos de
meninos vítimas (capítulo 5) e, por fim, o modelo Superar de intervenção
psicológica para meninos vítimas de violência sexual (capítulo 6) são
abordados.
O livro está disponível para compra no site da editora Juruá. Acesse aqui.
O livro
será lançado em Porto Alegre, no próximo dia 1º de outubro. Veja o convite:
Adaptação e Avaliação de uma Intervenção Cognitivo-Comportamental para Meninos Vítimas de Violência Sexual
Objetivou-se
adaptar, aplicar e avaliar um modelo de intervenção cognitivo-comportamental
para meninos vítimas de Violência Sexual (VS). Participaram três meninos com
idades entre oito e 16 anos, vítimas de VS, que foram avaliados antes e após a
intervenção com instrumentos psicológicos acerca de transtornos disruptivos, de
humor e de ansiedade. A aplicação do modelo foi avaliada por juízes que
analisaram os relatos das sessões terapêuticas por meio de seis indicadores. Os
resultados indicaram variabilidade no número de sintomas de cada participante.
A avaliação da aplicação revelou a adequação do modelo quanto a dois
indicadores (Aliança Terapêutica e Autorrevelação), bem como reajustes
necessários no modelo adaptado. Esses resultados se constituem como evidências
iniciais sobre a ação psicoterapêutica do modelo adaptado.
Análise documental de casos de violência sexual contra meninos notificados em Porto Alegre
Acesse o artigo aqui.
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1Kristensen,
C. H. (1996). Abuso sexual em meninos
(Dissertação de mestrado). Acesse aqui.
2Almeida, T. M.
C., Penso, M. A. P., & Costa, L. F. (2009). Abuso sexual infantil
masculino: O gênero configura o sofrimento e o destino? Estilos da Clínica,
14(26), 46-67. Acesse aqui.
3Hohendorff, J. V., Habigzang, L. F., & Koller, S.
H. (2012). Violência sexual contra meninos: Dados
epidemiológicos, características e consequências. Psicologia USP, 23, 395-415. Acesse aqui.




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